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Como diz meu amigo Augusto Cury. " Sou uma pessoa Insubstituível." Sou uma eterna aprendiz da escola da vida. A vida é mais importante do que todo o dinheiro do mundo e mais valiosa do que todos os aplausos das multidões. Sou uma pessoa de fé, sonhadora, perseverante, corajosa,íntegra, determinada, as vezes crítica detesto o conformismo. Sonho muito, e traço metas estabeleço prioridades corro risco para executá-los. Melhor é errar por tentar do que errar por se omitir. Pra mim ser enfermeira É sempre ter a responsabilidade de cuidar de uma vida independente da circunstância em que a mesma se encontra. É amar ao próximo muitas vezes até mais do que a si mesmo. Escolhi esta profissão para estar presente na dor e no sofrimento do paciente, para poder consolá-lo sempre que necessário. Escolhi ajudar o próximo porque sei que todos nós um dia precisamos de ajuda. Portanto, escolhi ser enfermeira e me dedicar à saúde porque respeito a vida. "Obrigado Jesus pelo Milagre da Vida".

sábado, 3 de novembro de 2012

O enfermeiro não faz marketing pessoal.




A dificuldade do enfermeiro em falar da sua capacidade profissional sempre me incomodou porque eu não conseguia entender, e também tinha dificuldade em falar da minha capacidade profissional. 

Foi pesquisando e conhecendo a história da enfermagem que comecei a entender porque o enfermeiro não faz marketing pessoal. 

Marketing pessoal hoje é a ferramenta mais eficiente para fazer com que seus pensamentos e atitudes, sua apresentação e comunicação, trabalhem a seu favor no ambiente profissional. 

As empresas analisam muito mais do que sua experiência profissional, seu capital intelectual e a ética, que são fundamentais na definição do perfil daqueles que serão parceiros/colaboradores.

Marketing pessoal pode ser definido como “uma estratégia individual para atrair e desenvolver contatos e relacionamentos interessantes do ponto de vista pessoal e profissional, bem como para dar visibilidade a características, habilidades e competências relevantes na perspectiva da aceitação e do reconhecimento por parte de outros.

Uma pessoa que possua talento e competência suficiente para exercer a sua atividade, desde que pratique e aperfeiçoe constantemente o seu marketing pessoal, pode chegar ao topo, elevando o seu nível de notoriedade e imagem, recompensa por essa tarefa que exige paciência, disciplina, perseverança, uma elevada auto-estima, determinação e um conjunto de crenças e valores que irão nortear suas atitudes e comportamentos, de forma a fazer uso correto das habilidades inatas e das habilidades a serem criadas e aperfeiçoadas.


Para o enfermeiro em particular, essa dificuldade de falar de sua capacidade profissional advém de alguns conceitos ultrapassados, como crer que a ascensão social do indivíduo é uma consequência natural do aumento do grau de instrução que ele adquire e da cristalização de crenças e valores que a história dos protagonistas do cuidado ao enfermo explica, como quando se faz a leitura do profissional pela classe social e não pela competência, não considerando o enfermeiro como um profissional autônomo e com nível superior.


No inicio do século XVI, houve um período chamado de crítico quando, com a Reforma Protestante, alguns países expulsaram religiosas dos hospitais em renúncia ao catolicismo. Dessa forma, muitos hospitais tiveram que contratar mão-de-obra desqualificada e com baixa remuneração. 

Assim, a enfermagem passa a ser exercida por mulheres de moral duvidosa (prostitutas, alcoolistas, analfabetas). O cuidado com o corpo humano foi estabelecido pelo rompimento entre os conceitos de sagrado e profano, estabelecido pelo cristianismo, impossibilitando o acesso a áreas “proibidas”, como os órgãos sexuais.

A formação da enfermeira era “dualista”: por um lado exercida por mulheres leigas, mercenárias, subornáveis, prostitutas e, por outro lado, religiosas e senhoras de caridade, devotadas, bondosas, caridosas, assexuadas e virgens, dedicadas à filantropia, que barganhavam a salvação através da prática do cuidar, onde o corpo, apesar de fonte de corrupção e fornicação, ao mesmo tempo não poderia ser afastado porque era suporte aos cuidados espirituais. 

A enfermagem moderna, com as suas bases de rigor técnico e científico, começou a se desenvolver no século XIX, através de Florence Nightingale, acompanhada pela enfermeira negra jamaicana Mary Grant Seacole, que estruturou seu modelo de assistência depois de ter trabalhado no cuidado com soldados durante a guerra da Criméia. 

Ao criar a primeira escola para enfermeiras, Florence teve, como objetivo principal, afastar a imagem das enfermeiras leigas, preocupando-se principalmente com a origem sócio-econômica e conduta moral das alunas e em estabelecer a imagem da enfermeira como anjo branco, abnegada, submissa, intocável e sagrado-cristã.

A enfermagem antiga se respaldava na solidariedade humana, no misticismo, no senso comum e em crendices. 

Atualmente, procura aprofundar seus conhecimentos científicos, tecnológicos e humanísticos tendo, como centro de suas atividades, cuidar da saúde do ser humano. 

Mas ainda a realidade profissional se descarateriza quando nós enfermeiros não somos “chefes” ou “enfermeira padrão”, somos frequentemente confundidos com outros profissionais da enfermagem ou classificados como “ajudantes” ou “secretaria de médico”, ou quase médicos.

Assim ainda há a necessidade de supervalorização da postura e da moral dos profissionais, em detrimento do conhecimento técnico.

O marketing pessoal na enfermagem carrega consigo os desafios representados pela história da profissão no imaginário coletivo. Nosso cuidado é sensual, isto é, realizado pelos órgãos do sentido. 

A vestimenta inadequada remete à sexualidade, por isso, de forma inconsciente, fica estabelecido, pelo profissional e pelo paciente, um limite de atuação e a impressão de ser um profissional assexuado.
Somos todos responsáveis em construir a nossa própria história.

Portanto, é imprescindível que os profissionais sejam capazes de identificar e refletir sobre os pré-juízos e tradições que perpetuam
na Enfermagem, no sentido de superá-los. 


Trabalhar a postura humana e profissional é o primeiro passo, e talvez o mais importante, para melhorar o marketing do enfermeiro junto a sociedade.






Referencias
GENTIL, Rosana Chami. O enfermeiro não faz marketing pessoala história explica por quê?. Rev. bras. enferm. [online]. 2009, vol.62, n.6, pp. 916-918. ISSN 0034-7167.














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